quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Voy deshojando margaritas y mirando sin mirar, para ver si así te irritas y te vas.

'Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.'
(Fernando Pessoa)
Hm, bem sabia que encontraria algo pra me inspirar a escrever sobre o que tenho que escrever... É algo complicado, principalmente pra colocar aqui, mas eu tentarei escrever algo útil e sem sentido (XD), para que consiga tirar pelo menos uma parte disso de dentro de mim sem que ninguém me compreenda (a não ser aqueles que precisam compreender). Lá vamos nós! x.x
Minha confusão se faz total agora. Primeiro porque não faço a mínima idéia do que eu, Caroline, sinto a respeito disto, não sei até que ponto vão os sentimentos dela (dela = outro eu [?]) e os meus, não sei separá-los em relação a isto. Fico pensando se valeria a pena romper a minha promessa, feita e refeita tantas vezes, fico pensando se valeria a pena fazer tudo mais uma vez, fico pensando se seria tão bom quanto imagino.
As vezes minhas outras vidas [?] interferem na minha própria. E é exatamente este o ponto. Não quero que elas interfiram, não quero sentir eu mesma o que não deveria ser sentimento meu, não quero fazer a mesma besteira mais uma vez. Eu quero aprender com o erro e não cometê-lo de novo...
O problema é que em matéria de amor não há como evitar. É impressionante como alguém pode ser tão amigo e compreensivo, tão apaixonante e tão irritantemente perfeito. É impressionante como certas pessoas nos fazem perder o chão mesmo quando temos certeza de que estamos 'seguros'.
E eu não consegui evitar. Hoje sinto o que era dela. Hoje tenho as vontades dela. Hoje sonho os sonhos dela. Hoje confundo-me com ela... Por várias vezes prometi a mim mesma que isso não aconteceria, mas foi inevitável. Tão inevitável que quando vi já estava envolvida demais, já estava amando demais pra dizer que não era nada daquilo que eu sentia.
E agora eu fico aqui, confusa. Com todas as razões do mundo pra separar os sentimentos, desenhar uma linha, construir um muro e se necessário uma muralha para não voltar a colocá-los juntos no liqüidificador. Mas com toda a vontade do mundo de continuar com isto como eu mesma e não como uma parte oculta de mim... Como sempre tendi (existe esta palavra? .-.) para o lado racional das coisas já sabem qual foi a minha decisão.
Só preciso agora das pedras necessárias pra erguer minha muralha intransponível... Sei que vai ser muito mais difícil, afinal erguer algo tão grande e importante exige tempo, esforço e um pouco de sofrimento, mas acho que só de ter feito esta escolha já fiz uma boa parte do trabalho. Espero que meu alguém aceite viver comigo apenas de um lado da linha, na verdade se o fizesse faria aquela minha parte oculta ser completa e feliz.
E quanto ao amor que Caroline sente... Bom, não há muito o que fazer com ele, certo? Preciso aprender a conviver com ele até que se torne normal não poder expressá-lo. Uma vez que isso acontece é fácil seguir em frente.
Agora, depois de tomar na testa duas vezes vamos ver se eu aprendo a não misturar mais as coisas, a não confundir mais eu com meus outros eus. Vamos ver se eu aprendo a viver primeiro a MINHA vida e depois as outras. Vamos ver se eu aprendo...
Que Caroline seja Caroline, que I. seja I., que Cris seja Cris, que C. seja C., que E. seja E. e que D. seja D. e que cada sentimento, cada vontade e cada sonho seja único e exclusivo de cada um.
Peace and love,
Kah *
Título: Música da Shakira, No.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

[...] some ties are simply meant to be.

Pessoooas, que saudades de escrever aqui *-*
Vou aproveitar que não estou com preguiça (dormi a tarde toda ao invés de estudar química, história e matemática x.x) e me arriscar a dizer algumas coisinhas...
Ando pensando muito sobre as pessoas que amo estes dias. Amigos, família, possível amor [?] etc etc... Não sei exatamente o motivo, talvez seja porque as aulas estão terminando (aliás fiz vestibular gente, depois conto como foi XD), eu estou indo pro último ano na escola e isso me deixa meio emo, meio deprimida, sei lá como explicar.
Mas lembrei-me de minha primeira escola... Eu odiava ir pra lá, chorava todos os dias. Pra vocês terem idéia fiquei matriculada por só duas semanas e minha mãe me tirou :D
Então fui pro Viver e vivi váárias coisas boas por lá *-* Lembro-me do celeiro, paiol [?], das (malditas) galinhas da angola que SEMPRE me mordiam (¬¬'), lembro-me da balança da grande árvore, das tias tão simpáticas (desculpa tias, não lembro o nome de vocês...), dos meus amiguinhos tão fofos que destaco OS MAIS fofos de todos: Vinícius, meu primeiro amor provavelmente :P Juliana, siiim minha xuxuzinha, vizinha pentelha que eu amo. Luciana, que apesar dos conflitos eu gostava bastaante. E por fim Caio, que foi embora de SP e eu chorei litros por causa disso. Que comédia, vieram váárias cenas daquele tempo na minha cabeça agora. Era tão bom não ter absolutamente nenhuma responsabilidade e estudar sem perceber...
Enfim, passo agora para o Sidarta, minha terceira escola. Entrei lá com 6 anos, no pré e só saí na 4ª série. As primeiras pessoas que vi quando entrei na minha nova classe foram os gêmeos Victor e Arthur. Geeeeente eles eram lindos, duas crianças muito cutes, daquelas que dá vontade de morder :P Eles se tornaram meus amigos muuito rápido, acho que a gente tinha bastante em comum... Depois lembro-me bem da Rory, que era nova no Brasil, nem sabia falar português direito, mas a gente se entendia muito bem *-* Julia, minha bff desta época até a 4ª série... Ananda, que ficou comigo por taaaanto tempo depois. Maíra, Nathalie, Victor Cajano, Edu, John, Camila, Hannah, Michele, Rafael, meeeeeeeeeu muita gente *-* Eu daria tudo pra ver este povo de novo... Nós éramos crianças lindas! :D E do Sidarta eu NUNCA vou esquecer dos professores também. Tenho certeza que vou contar pros meus filhos da Claudia Vanessa, professora da 2ª série que pagava de malvada mas era um amoor. Da Joana, mais conhecida como Jojô, que era a auxiliar mais foda de todas, gente como nós amávamos ela *-* Da Bicci, professora da 4ª série que me fez amar poesias, que me fez amar a escola, que foi uma das minhas melhores professoras EVER. Do Júlio, de educação física porque ele SEMPRE foi o mais divertido! Da Pam, english teacher, ela me ensinou absolutamente TUDO o que eu sei de inglês e as aulas dela eram as melhoores! Não vou demorar, se não fico aqui a noite toda lembrando deste tempo bom...
Passo agora para o Madre Iva, amado e idolatrado Madrecão! Entrei lá na 5ª série e foi O choque pra mim. Lá tinham provas, boletim, milhões de professores e etc. Muitas novidades... Bom, a Ananda mudou comigo do Sidarta pro Madreco e nós, inicialmente éramos amigas da Dani, aaah pequena Dani *-* Da Ana Paula, ela era a mais comédia. Da Lethícia, minha liiiiinda menina dos cabelos enroladinhos. Da Gá, irmã SEMPRE... Eu poderia escrever um livro sobre tudo o que as pessoas do Madre Iva me ensinaram, sobre o quanto elas foram importantes pra mim, sobre o quanto eu amei viver com elas, aprender com elas, me ferrar com elas, cantar com elas, rezar com elas, dançar com elas, de ir pra capela com elas (666', fazer protestos com elas, causar com elas, me divertir com elas e até mesmo brigar com elas. Porque muitas foram as vezes que a gente brigou e depois fez as pazes, continuou a vida normal. A minha 8ª série foi a melhor de todas e disso eu tenho certeza. Nenhuma classe JAMAIS vai superar... Porque a gente era uma coisa só. A gente cantava Mamãe Oxum, a gente foi pro NR, a gente chorou na missa de formatura, a gente quase teve um treco no último dia de aula, a gente assinou camisetas, a gente causou muuito, a gente era a alma daquele colégio *-* Eu fico triste que a gente tenha seguido caminhos tão diversos. Cada um foi pra um lugar diferente, fazer algo diferente, sonhar com algo diferente... Mas ao mesmo tempo foi tão eterno enquanto durou que eu encaro como a melhor época da minha vida até agora. Eu REALMENTE fui feliz... E hoje eu vejo que estas pessoas eu realmente NUNCA vou esquecer. Vou escrever alguns nomes importantes, talvez não todos (e se eu não te colocar desculpe-me ok?) mas alguns que marcaram mais. Gabi, Má, Lê, Lucas, Vinícius (os dois, oi), Johnny, Mari, Jeh, Eugen, Laís, Day, Borda, Regiane, Bárbara, Bruna, Daniele, Della, Murilo, Presunto, Pará, Edu, Ju... etc... etc... Eee no Madreco tiveram os professores também, claro! Celsão, o professor de matemática mais foda! Isabel, melhor professora de história de todas, ela me fazia gostar de estudar esta inutilidade! Valéria professora de ciências, porque a matéria dela sempre foi a melhor e porque ela era tão fofa *-* Daniela, porque apesar de ser uma bitch e me odiar ela era uma ótima professora de gramática... Zé Maurício, de geografia, porque OMG, prefiro nem comentar *-----------------------------* Ele me ensinou dos dentes e dos fatos que são MUITOIMPORTANTESPRAFORMAÇÃODEUMSERHUMANO *o* Meldels.
Mas enfim vou parar de falar dos colégios passados e passar para o Anglo... Falar de lá é complicado. Primeiro porque ninguém sabe se ama ou odeia, se está lá porque gosta ou porque é orgulhoso e quer dizer que se formou lá. E eu realmente não faço a mínima idéia O_O Vou tentar me colocar melhor... Meu colégio é forte, mais forte, fortíssimo e conseqüentemente eu tenho que estudar, me matar, não viver [/exagero] Todas as provas e notas baixas, todas as aulas a tarde e tarefas, todas as prontidões e reelaborações, tudo isso parece um SACO. E é realmente um saco. As aulas de 100 minutos, a estrutura BOOOA, a apostila cheia de merda, as matérias inúteis, os professores malvados, as segundas-feiras perdidas, as terças-feiras de prova e inutilidade, as quartas-feiras de tm e tc, as quintas-feiras exaustivas e cheias de aulas importantes, as sextas-feiras do suposto descanso que nunca vem, os sábados que a gente usa pra dormir e os domingos de preparação para outra semana e outra e mais outra. De boa eu fico cansada, tenho vontade de jogar tudo pra cima, largar tudo, sair correndo e virar pirata.
'Mas por que eu continuo me batendo com um martelo? Porque eu me sinto TÃO bem quando eu paro...' (peguei de Grey's, algum episódio aí :P) E é exatamente isso. Eu me sinto TÃO bem quando eu pego uma prova que tirei nota alta, quando eu acerto uma pergunta difícil, quando eu me pego estudando sem perceber. Eu me sinto TÃO bem em dizer que sou aluna Anglo, em fazer provas naturalmente como se elas não fossem nada e mesmo assim conseguindo levar a sério. Eu me sinto TÃO bem quando vejo que não só VAI valer a pena todo o esforço, mas como JÁ ESTÁ valendo... E as pessoas que eu encontrei lá, as poucas que fazem meu dia mais feliz, as poucas que eu posso contar, as poucas que eu aprendi a amar tanto, estas pessoas só fazem valer mais a pena ainda... Porque nós damos risada ao invés de chorar (tá, as vezes), nós fazemos os trabalhos mais legais, nós trocamos bilhetinhos nas aulas, nós temos papos de nerd, nós somos todos MUUUUUUUUUITO, MUUUUUUITO, MUUUUUITO dignos e inteligentes e nerds *-* E nos orgulhamos disso, o que parece ser mais estranho \o/ Eu acho na verdade que não dá pra ser inteiramente normal quando se estuda em um colégio como o nosso, afinal quem é o adolescente que conversa sobre o efeito detergente no metrô? Quem é o adolescente que faz um trabalho escolar, que nem vale nota, em todas as sextas feiras durante um enorme período de 6 meses? Quem é o adolescente que se diverte discutindo poemas? Quem é o adolescente que faz piadinhas a respeito do crescimento populacional segundo Malthus, a respeito do real sentido de 'matar Deus' e a respeito de ser parnasianista, ver a arte pela arte? Quem é o adolescente que anda a observar as plantas tentando dividí-las em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas? Quem? Só nós mesmo... Bando de ANORMAAAAAL! *-* Como citei pessoas das outras escolas é claro que citarei aqui as responsáveis pela minha sobrevivência como estudante: Ana Carolina, minha vaquinha querida. Ana Paula, minha BBF mais mano de todas. Lucas, aquele que sabe de TUDO, aquele melhor amigo. Manoela, a que atravessa a rua comigo balançando o cabeelo *-* Mari frescurenta que a gente aguenta (rimou! huahua :D) Prii que sempre recebe as cantandas, coitada :P Rah, minha pretinha mais linda. Carol, a menina do cabelo maais lindo, que já foi de um milhão de jeitos e ficou lindo em todos. E finalmente o Gui, porque é sempre muito bom conversar com ele, saber das coisas dele, vê-lo recitar poemas e saber sobre as aulas de piano e as orquestras da vida *-* Agora os professores que merecem crédito (ui)... Soraia, por ser a melhor professora de biologia e talvez a melhor professora de todas. Ricardo, por ser TÃO inteligente, malvado, filho da p*, e mesmo assim conseguir explicar as coisas tão bem, de um jeito que tudo parece ter sentido mesmo se for bem absurdo. Marquinho, porque ele dispensa qualquer comentário... O professor de literatura mais filósofo de todos. Gil, porque ele bóia de um jeito que o faz ímpar. E finalmente o Flávio, porque ele é a coisa mais fofa do meu mundo, beleza? *-*
E é esta a minha nada mole vida no Anglo, com os meus nada normais amigos, fazendo as minhas nada fáceis provas, estudando as minha nada úteis, porém nada dispensáveis matérias e vivendo os meus nada tranqüilos dias :)
Agora o motivo pelo qual eu me empolguei tanto escrevendo sobre isso eu não sei... Acho só que precisava demonstrar de algum modo o quanto todos que passaram na minha vida foram importantes. E já que não faço muito isso verbalmente, fica aqui um pouco das pessoas que me ajudaram e ajudam a ser quem eu sou.
Queria escrever mais, sobre algo específico que está me matando estes dias. Mas merece atenção, então deixo para escrever amanhã, em outro post. Assim nenhum assunto fica em segundo plano (Y)
Vou deixar agora o mini texto que me inspirou:
'The ties that bind us are sometimes impossible to explain. They connect us even after it seems like the ties should be broken. Some bonds defy distance... And time... And logic... Because some ties are simply... Meant to be.'
Tradução (achei que eram válidas algumas alterações pra ficar poético): 'Os laços que nos unem são, algumas vezes, impossíveis de se explicar. Eles nos conectam até mesmo quando parece que deviam ser rompidos. Alguns laços desafiam a distância... E o tempo... E toda a lógica... Porque alguns laços existem e simplesmente... Precisam existir.'

Peace and love,
Kah *
Título e mini texto: Grey's Anatomy, 5ª temporada episódio 8 - The Ties That Bind.

domingo, 9 de novembro de 2008

This is a fate.


Só vim aqui dizer que fazem 2 anos que conheço a Dani *-*
SWEETIEEEEEEEEE,
Eu te amo seeempre!

ps: Take it easy people, eu juro que volto a escrever aqui quando as aulas terminarem (Y)


Peace and love,
Kah *
Título: Música I'm Yours, Jason Mraz.