terça-feira, 19 de março de 2013

So close, no matter how far



Hoje faz dois anos... Dois anos da realização de um sonho. Dois anos do melhor show da minha vida. Sim, porque foi no dia 19 de março de 2011 que eu consegui perceber que estava em um show da Shakira. Apesar de eu já ter ido ao de Porto Alegre no dia 15, foi no dia 19 que eu senti o peso da realização desse sonho... E hoje, depois de dois anos, eu ainda não sei explicar o que isso representou pra mim.

Na realidade foi um conjunto de momentos... Foi esperar pela confirmação dos shows, foi surtar com a data, guardar o dinheito, comprar o ingresso, ficar na fila, fazer amigos... Foi ser a primeira a entrar no Morumbi, esperar shows intermináveis acabarem (alô Ziggy Marley), foi tremer com Wegue Wegue, foi gritar quando tudo ficou escuro...

Na verdade foi mais do que isso... Ali, há dois anos, o filme de quase uma vida passava pela minha cabeça... Cada pequeno surto, cada foto, cada música, cada letra, prêmio, entrevista e boato. Passava pela minha cabeça toda a mudança que a Shakira trouxe pra minha vida e a consciência de que amá-la me fez uma pessoa completamente diferente.

Há dois anos eu olhei nos olhos dela e ela olhou nos meus... E nós duas dividimos um momento que só quem ama entende. Há dois anos eu senti o quanto era mágico ser fã e percebi que não precisava de mais nada, porque tinha a plena consciência de que aquilo ali era um sonho realizado. E pra mim isso já bastava (mal sabia eu...).

Há dois anos eu olhava para os lados e via muitos rostos conhecidos... Via pessoas que, como eu, tinham sonhado durante anos com aquele momento e estavam realizando junto comigo. E foi lindo. Foi lindo olhar e ver as carinhas felizes, incrédulas e realizadas dos meus irmãos de sonho. Porque, naquele dia, eu dividi aquele momento com todos eles... Superando todas as minhas expectativas, porque TODOS estavam ali. Desde aquele com quem eu tinha brigado durante anos, até aquela que foi o primeiro e mais valioso presente que a Shakira me deu. Eu não sei nem explicar, só era lindo ver que, de uma forma ou de outra, quem estava ali merecia demais aquele momento.

Esse dia 19 de março de 2011 foi uma prova pra mim... Prova de resistência, de controle emocional, de cordas vocais, de condicionamento físico... Prova de que sonhos se realizam àqueles que merecem. Prova de que a Shakira existia mesmo, cheia de defeitos, frases ensaiadas, letras lidas, danças iguais, mas, ainda assim, a minha cantora. A minha cabrita... A minha Shakira.

Há dois anos eu parei de ter medo de nunca vê-la ao vivo e passei a fechar os olhos e lembrar que ela cantou olhando pra mim.

Faz dois anos que a simples memória desse show me faz chorar... É um choro de alegria, realização e saudade... Porque eu sei que, como aquele, nunca mais... Apesar de não ter sido de fato, foi ali que eu vi a Shakira pela primeira vez, foi ali que eu senti a Shakira pela primeira vez.

Hoje eu sou uma pessoa bem diferente do que eu era há dois anos, minhas prioridades mudaram, minha rotina mudou, minha cabeça mudou... Mas o sentimento está aqui guardado no meu coração e na minha memória... E eu sei que toda a vez que der saudade, é só lembrar que tudo isso vem à tona e toma conta das minhas glândulas lacrimais e dos meus pensamentos. É uma coisa tão intensa que, se eu fechar os olhos, me arrepio inteira e me sinto lá, naquele Morumbi lotado embaixo de chuva gritando ao som da voz que eu mais amo ouvir.

Hoje faz dois anos que eu guardei uma das melhores lembranças na minha caixinha de recordações... Quais lembranças você guardou na sua?

Peace and love,
Kah

Título: Não poderia deixar de ser... Nothing Else Matters, Metallica.

Foto: Da minha máquina... MINHA.

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